terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aroldo de Azevedo


Aroldo de Azevedo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Aroldo de Azevedo
Geografiageomorfologia
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Nacionalidade Brasileiro
Nascimento3 de março de 1910
LocalLorena
Falecimento4 de outubro de 1974 (64 anos)
LocalSão Paulo
Actividade
Campo(s)Geografiageomorfologia
Aroldo Edgard de Azevedo (Lorena3 de março de 1910 — São Paulo4 de outubro de 1974) foi um geógrafo e geomorfólogo brasileiro.

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[editar]Biografia

Filho de Arnolfo Azevedo, que foi deputado federal por São Paulo e senador. Quando deputado, foi Presidente da Câmara dos Deputados por oito anos e foi quem fez construir o Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, para sede da Câmara.
Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, que nunca exerceu a profissão, Aroldo de Azevedo licenciou-se em geografia e história pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), tendo sido também um dos primeiros professores de geografia daquela universidade.
Foi também o primeiro grande autor de livros didáticos de geografia do Brasil, com mais de trinta títulos publicados, e marcou o ensino desta disciplina para várias gerações de estudantes.
Na década de 1930 Aroldo de Azevedo, já escritor de livros didáticos, toma conhecimento da Associação dos Geógrafos Brasileiros e começa uma intensa relação com a entidade. Em 1939 se torna secretário geral e em 1940 presidente da AGB.
É autor do primeiro mapa e de uma das primeiras classificações do relevo brasileiro, ainda hoje usada em livros escolares, apesar de obsoleta [1] Tal classificação, feita em 1949, baseia-se na altimetria e nela encontram-se definidas grandes unidades de planaltos (áreas com mais de 200 m de altitude) e planícies (até 200 m de altitude), a saber:
Planaltos
Planalto Atlântico
Planalto Central
Planalto Meridional
Planícies

[editar]Obras

  • Subúrbios orientais de São Paulo (1945)
  • Regiões e paisagens do Brasil (1952)
  • Vilas e cidades do Brasil colonial (1956)
  • Panorama da produção agropecuária brasileira (1960)
  • Cochranes do Brasil (1965)
  • O mundo antigo (1965).

[editar]Obras didáticas

  • As Regiões Brasileiras (1964)
  • O Mundo em que Vivemos
  • Terra Brasileira
  • Os Continentes
  • Geografia Física
  • Geografia Regional
  • Geografia Humana do Brasil
  • Leituras Geográficas
  • Monografias Regionais

[editar]Notas

[editar]Referências bibliográficas

Aziz Ab'Saber


Aziz Ab'Saber

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Aziz Ab'Saber
Nome completoAziz Nacib Ab'Saber
Nascimento24 de outubro de 1924
São Luís do ParaitingaSão Paulo
Morte16 de março de 2012 (87 anos)
Cotia
Nacionalidade Brasileiro
OcupaçãoGeógrafoecólogo e professor universitário
Considerado como referência em assuntos relacionados ao meio ambiente e a impactos ambientais decorrentes das atividades humanas foi um cientista polivalente, laureado com as mais altas honrarias científicas, em arqueologiageologia e ecologia - Membro Honorário da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Grã-Cruz em Ciências da Terra pela Ordem Nacional do Mérito Científico, Prêmio Internacional de Ecologia de 1998 e Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente. Era Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, professor honorário do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade e ex-presidente e atual Presidente de Honra daSociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Embora aposentado compulsoriamente no final do século XX, manteve-se em atividade até o fim da vida.
Na véspera da sua morte, entregou à SBPC os arquivos de sua obra completa, em DVD, com a seguinte dedicatória: "Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade".[3]

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[editar]Biografia

Filho de um mascate libanês[4] e de uma brasileira de São Luiz do Paraitinga e criado em meio a roceiros dos quais sua mãe era filha, se muda para São Paulo pouco antes de ingressar naUSP no curso de Geografia e História aos dezessete anos, assumindo sua primeira função pública como jardineiro da Universidade, enquanto dava continuidade à sua formação com cursos de especialização.
Trabalhou durante vários anos como professor do ensino básico. Posteriormente lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e finalmente na Universidade de São Paulo.
Iniciou suas pesquisas na área de geomorfologia e logo passou a incorporar conceitos de diferentes áreas do saber.
Desenvolveu centenas de pesquisas e tratados científicos, dando contribuições importantes para a ecologiabiologia evolutivafitogeografiageologiaarqueologia, além da geografia. Dentre algumas dessas múltiplas contribuições, estão estudos que corroboram a descoberta de petróleo na porção continental na Bacia Potiguar e a coordenação da criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. Os temas abordados incluem exaustivas classificações e levantamentos nos domínios morfoclimáticos e dos ecossistemas continentais sul-americanos, reconstituição de paleoclimas sul-americanos, estudos de planejamento urbano aerolar, pesquisas de geomorfologia climática sul-americana, elaboração de modelos explicativos para a diversidade biológica neo-tropical - Redutos Pleistocênicos - além de estudos sobre rotas de migração dos povos pré-colombianos sul-americanos. Atuou também com medidas para preservação do patrimônio histórico - tombamento do Teatro Oficina) - e teorias da educação, com o fim de incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais. [carece de fontes]

[editar]Morte

Ab'Saber morreu de parada cardíaca na manhã de 16 de março de 2012, às 10h20min, em sua casa na região metropolitana de São Paulo, aos 87 anos.[5] A informação foi dada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), instituição que Ab'Saber presidiu de 1993 a 1995 e da qual era presidente de honra e conselheiro.
Apesar da idade avançada, o geógrafo continuava sendo um observador atento das controvérsias políticas relativas à questão ambiental. Envolveu-se, por exemplo, com a discussão do novoCódigo Florestal Brasileiro, que pode alterar as áreas de preservação obrigatórias em propriedades particulares, nos últimos dois anos. Segundo a SBPC, Ab'Saber criticou o texto por não considerar o zoneamento físico e ecológico de todo o Brasil e não levar em consideração a diversidade de paisagens naturais do país. O estudioso também chegou a sugerir a criação de um Código da Biodiversidade para implementar a proteção a espécies da flora e da fauna brasileiras.[3]

[editar]Características de sua obra

Ab'Saber defendeu um papel mais ativo dos cientistas, com a ciência aplicada e colocada a serviço dos movimentos sociais.[6] Esse ideal o levou a ser consultor ambiental do Partido dos Trabalhadores e a tornar-se próximo de Lula por um longo período. Posteriormente tornou-se crítico do Governo Lula devido, especialmente, à sua política ambiental - a qual classificou como a maior frustração na história do movimento ambientalista brasileiro. O intenso apoio governamental aos usineiros e ao projeto de Transposição do Rio São Francisco - que julgava servir primordialmente aos interesses dos grandes proprietários de terra do nordeste seco - também colaboraram para seu distanciamento. Avaliava que o governo, ao mesmo tempo em que conseguia popularidade com medidas mitigadoras, aprofundava um modelo de desenvolvimento hostil aos interesses da maior parte da população brasileira. Com a credibilidade adquirida nas décadas de trabalho como cientista, Ab'Saber procurava respaldar os movimentos sociais que lutam contra obras desenvolvimentistas hostis aos seus interesses e seus modos de vida - como a citada transposição do Rio São Francisco ou a barragem dos rios do Vale do Ribeira.[7] Homenageado do ano durante a reunião do SBPC de 2010, Ab'Saber proferiu pesadas críticas às mudanças no Código Florestal brasileiro colocando-o no contexto de desmonte da política ambiental brasileira.
Sua última crítica referia-se ao chamado aquecimento global, classificando-o como uma das grandes farsas da atualidade. Ab'Saber não negava o aquecimento mas afirmava que a contribuição antrópica para o fenômeno ainda não era suficientemente conhecida. Afirmava que algumas das previsões de impactos estavam baseadas em pressupostos equivocados, resultando em diagnósticos consequentemente inválidos. Apontava a onda de calor do verão (no hemisfério sul2009-2010 como exemplo de como a interpretação dos fenômenos climáticos é, por vezes, distorcida. Enquanto muitos argumentam que o aquecimento global foi o responsável por isso, Ab'Saber recordava que este fora o pico de atividade do El Niño, que se repete a cada doze anos (ou treze anos ou, ainda, a cada 26 anos) e que, portanto, um pico de calor era esperado.[8]
O valor literário de sua obra também foi reconhecido. Aziz Ab'Saber recebeu três vezes o Prêmio Jabuti: duas vezes na categoria de ciências humanas e uma vez para ciências exatas.

[editar]Obras selecionadas

  • A Obra de Aziz Nacib Ab'Saber (2010), São Paulo, BECA (588 pp. e CD)
  • Ecossistemas do Brasil[9]
  • Domínios da natureza no Brasil - potencialidades paisagísticas
  • Litoral Brasileiro
  • São Paulo: ensaios entreveros[10]
  • Amazônia: do discurso a práxis
  • Áreas de circudesnudação periférica pós-cretácea
  • A Terra Paulista
  • O homem do terraço de Ximango
  • Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários
  • Domínios geomorfológicos da América do Sul: primeira aproximação
  • O homem na América Tropical: estoques raciais em contato e conflito
  • The Paleoclimate and Paleoecology of Brazilian Amazon
  • Geomorfologia do Sítio Urbano de São Paulo[11]
A SBPC tem uma última obra inédita do geógrafo, a ser publicada: o terceiro volume da coleção Leituras Indispensáveis, com trabalhos dos primeiros geógrafos do Brasil.[5]

[editar]Alguns prêmios e condecorações recebidos

Referências

[editar]Ligações externas

Wikiquote
Wikiquote possui citações de ou sobre: Aziz Ab'Sáber
Precedido por
Jurandir Freire Costa / Nachman Falbel / Isabel Maria Loureiro /Octávio Ianni
Jabuti 01.jpg
Prêmio Jabuti - Ciências Humanas

1997
Sucedido por
Laura de Mello e Souza / Luiz Felipe de Alencastro / Mary Del Priore (org) / Boris Fausto
Precedido por
Francisco de Oliveira
Jabuti 01.jpg
Prêmio Jabuti - Ciências Humanas

2005
Sucedido por
Domingos Meirelles
Precedido por
Fernando Nobre
Jabuti 01.jpg
Prêmio Jabuti - Ciências Naturais e da Saúde

2007
Sucedido por
Sergio Kignel

Friedrich Ratzel


Friedrich Ratzel
(Karlsruhe, 1844 - Ammerland, 1904) Pensador y escritor alemán. El desarrollo de su teoría sobre la organización estatal como un organismo que compite con sus vecinos por un espacio al que denominóLebensraum (espacio vital) tuvo una importante influencia en el pensamiento geopolítico alemán que trascendió su época.

Friedrich Ratzel
Estudió Farmacia y ejerció como farmacéutico durante algunos años. Luego, desde 1866, estudió Ciencias Naturales; primero en su ciudad de nacimiento, bajo la dirección de Carlos Zitel, y más tarde en la Universidad de Heidelberg. Se licenció en 1868 y ese mismo año inició un viaje de estudios al sur de Francia. Con el estallido de la guerra franco-prusiana, se alistó como voluntario en el ejército prusiano y fue herido en el transcurso de una acción.
Desde el mes de abril de 1871 fue corresponsal del rotativo Koelnische Zeitung. Esta labor le permitió desplazarse a Italia, Francia, Hungría, América del Norte, México y Cuba. En 1875, realizó la habilitación –especie de trabajo doctoral- para ejercer como profesor de Geografía. Obtuvo la cátedra de esta asignatura en la Escuela Técnica Superior de Múnich en 1876 y en otoño de 1878 consiguió otra cátedra en la Universidad de Leipzig.

Además de la enseñanza, Ratzel se dedicó a la investigación, hasta el punto de estar considerado como uno de los creadores de la rama de la Sociología denominada Geografía Social. Se interesó también por la Etnología y la Antropología. Particular importancia tienen sus estudios acerca de las causas de los asentamientos humanos, así como del tamaño y estructura de dichos grupos. Se opuso a la teoría existente en su época que indicaba que todas las sociedades primitivas evolucionan de forma paralela. Según él, las formas de organización social de dichas sociedades evolucionan debido a la emigración y aislamiento. Entre sus obras destacan los dos volúmenes de Anthropogeographie (1882-1891) yPolitische Geographie (1898).

Karl Ritter
(Quedlimburgo, 1779 – Berlín, 1859) Geógrafo alemán que descubrió los rayos ultravioletas en el año 1801 y está considerado (junto con Humboldt) como uno de los principales fundadores de la geografía moderna.

Karl Ritter
Inició sus estudios en el Instituto de Schnepfenthal y posteriormente en Halle. Más tarde se convirtió en el preceptor de los hijos de un afamado banquero y acompañó a sus alumnos y discípulos a lo largo de todos sus viajes por Suiza, Saboya, Francia e Italia.
En el año 1819 fue nombrado profesor de historia en el Liceo de la ciudad de Francfort y al año siguiente fue llamado de Berlín, ahora ya como profesor de geografía tanto de la Universidad como de la Escuela Militar. A pesar de su trabajo en la docencia, prosiguió sus viajes por todo el continente europeo, de los que resultaron numerosos trabajos. Fundó la Sociedad Berlinesa de Geografía, y su impulso, junto al Humboldt, fue fundamental para el desarrollo de la incipiente geografía comparada.
Fue especialmente relevante su aportación a la concesión del rango científico a una rama del saber hasta el momento desvalorizada como era la geografía, gracias a su empeño en considerar a esta disciplina no sólo como una sucesión continua de enumeraciones y listados de nombres, sino como una herramienta para establecer todo un conjunto de interrelaciones entre el medio físico y los seres vivos que sobre él habitan.

Tanto en Berlín como en Leipzig se encuentran dos fundaciones construidas en su honor, que trabajan en el desarrollo y consolidación de los estudios geográficos, y en su ciudad natal se erigió un monumento en su memoria en el año 1864.
Su obra esencial (no terminada) es Las ciencias de la Tierra en relación con la naturaleza y la historia de la humanidad (1817-1859). Se compone de diecinueve volúmenes en los que realiza una completa descripción geográfica tanto de África como de Asia.
También escribió Europa ein geographisch-historisch-statistiches Gemaelde (1804-1807), Die Vorhalle europaeischer Voelkergeschichte von Herodot (1820) yDie Stupas, oder die architektonischen Denkmale an der indobaktrischen Königstrasse un die kolosse vom Bamyan (1838), entre otras obras.

Alexander von Humboldt


Alexander von Humboldt
(Berlín, 1769-id., 1859) Naturalista y explorador alemán. Recibió una excelente educación en el castillo de Tegel y se formó intelectualmente en Berlín, Frankfurt del Oder y en la Universidad de Gotinga. Apasionado por la botánica, la geología y la mineralogía, tras estudiar en la Escuela de Minas de Freiberg y trabajar en un departamento minero del gobierno prusiano, en 1799 recibió permiso para embarcarse rumbo a las colonias españolas de América del Sur y Centroamérica.

Alexander von Humboldt
Acompañado por el botánico francés Aimé Bonpland, con quien ya había realizado un viaje a España, recorrió casi diez mil kilómetros en tres grandes etapas continentales. Las dos primeras en Sudamérica, desde Caracas hasta las fuentes del Orinoco y desde Bogotá a Quito por la región andina, y la tercera por las colonias españolas en México.
Como resultado de su esfuerzo, logró acopiar cantidades ingentes de datos sobre el clima, la flora y la fauna de la zona, así como determinar longitudes y latitudes, medidas del campo magnético terrestre y unas completas estadísticas de las condiciones sociales y económicas que se daban en las colonias mexicanas de España. Entre 1804 y 1827 se estableció en París, donde se dedicó a la recopilación, ordenación y publicación del material recogido en su expedición, contenido todo él en treinta volúmenes que llevan por título Viaje a las regiones equinocciales del Nuevo Continente.
De entre los hallazgos científicos derivados de sus expediciones cabe citar el estudio de la corriente oceánica de la costa oeste de Sudamérica que durante mucho tiempo llevó su nombre, un novedoso sistema de representación climatológica en forma de isobaras e isotermas, los estudios comparativos entre condiciones climáticas y ecológicas y, sobre todo, sus conclusiones sobre el vulcanismo y su relación con la evolución de la corteza terrestre.
En 1827 regresó a Berlín, donde desempeñó un destacado papel en la recuperación de la comunidad académica y científica alemana, maltratada tras décadas de conflicto bélico. Fue nombrado chambelán del rey y se convirtió en uno de sus principales consejeros, por lo que realizó numerosas misiones diplomáticas. En 1829, por encargo del zar, efectuó un viaje por la Rusia asiática, en el curso del cual visitó Dzhungaria y el Altai.
Durante los últimos veinticinco años de su vida, se concentró principalmente en la redacción de Cosmos, monumental visión global de la estructura del universo, de la que en vida vio publicados cuatro volúmenes. Humboldt está considerado como uno de los últimos grandes ilustrados, con una vasta cultura enciclopédica, cuya obra abarcaba campos tan dispares como los de las ciencias naturales, la geografía, la geología y la física.