sexta-feira, 24 de novembro de 2017

De quem é a culpa?

Lembro – me bem do tempo em que eu tinha o hábito de culpar outras pessoas, Deus, diabo..., pelas minhas escolhas; depois percebi que a partir do momento em que comecei a me responsabilizar  pelas minhas próprias decisões houve uma evolução mental muito grande em mim. Por isso, certo ou errado a última palavra, em relação às decisões pessoas, deve ser dada pelo próprio agente.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Projeto de Pesquisa




UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
Núcleo EAD – UNIMES Virtual
Curso Geografia

Trabalho de Conclusão de Curso
Projeto de Pesquisa

Grupo 08 Milton Santos
Claudia Soares de Camargo da Paz;
Marcelo de Sousa Santos;
Marta Maria da Silva Mendes;
Nelma Andrade de Ramos Rodrigues;
Suzi Meire Candido Morgado.

2º semestre de 2013


I. Introdução
I.1. Tema:

Análise de Material Didático de Geografia no ensino fundamental a partir do tema Geopolítica Mundial.

I.2. Problema:

É de fundamental importância que os alunos das séries finais do ensino fundamental II, tenham acesso ao conteúdo Processo de Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos, tema esse que precisa ser pesquisado em virtude de fazer parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia (PCN), no que tange aos objetivos para o quarto ciclo:

“Compreender as múltiplas interações entre sociedade e natureza nos conceitos de território, lugar e região, explicitando que, de sua interação, resulta a identidade das paisagens e lugares” (Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. PCN: objetivos para o quarto ciclo. Brasília. 1997. p. 98).


Esse Processo de Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos está dentro de um contexto da geopolítica mundial, com isso, estaremos analisando nos livros da coleção Araribá que vai do 6º ao 9º ano, informações que nos permita limitar o tema com foco em uma análise crítica quanto ao assunto nos livros didáticos desta coletânea, produzindo dessa forma, material didático que possa auxiliar professores em sala do ensino fundamental II geografia.

Faremos uma investigação da abordagem do conteúdo e a relevância do mesmo para as séries finais do ensino fundamental, dentro do tema que nos propomos a pesquisar principalmente nos aspectos encontrados no livro escolar de forma a analisar se realmente há necessidade de revermos de forma crítica como o autor traz a Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos.

Ao final deste trabalho estaremos concluindo nossa avaliação quanto ao conteúdo abordado na Coleção Araribá levando em consideração seu grau de importância no processo de orientação de professores e formação de alunos no que tange ao nosso foco de trabalho nesta pesquisa e como é representado esse conceito no livro didático visto que se trata de algo idealizado e como esses conceitos podem ser interpretados pelos alunos ou idealizado.


I.3. Justificativa:

Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que tem como Instituição orientadora a Universidade Metropolitana de Santos, na qual buscamos o titulo de licenciados em geografia, tem como escopo uma avaliação crítica do material didático voltado para as séries finais do ensino fundamental II, do 6º ao 9º ano, tendo como referencial para analise a coleção de livros do Projeto Araribá Geografia, coletânea organizada pela Editora Moderna, e editor responsável Fernando Carlo Vedovate.

Fernando Carlo Vedovate é Mestre em Ciências, mais especificamente em Geografia Humana, pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, também é Professor e editor de vários livros voltados para sala de aula, e será com base nos livros do 8º e 9º ano Projeto Araribá organizado por ele que iremos colocar em foco o conhecimento da geografia no que tange ao campo do processo de Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos.

Nossa intenção, além de descrever sobre o tema, é enfatizar o ensino da disciplina de geografia na sala de aula, de forma que possamos contribuir para o exercício da docência e da formação de cidadãos críticos quanto a sua própria realidade e, assim, através deste, faremos uma análise crítica no que tange a abordagem do tema Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos no livro didático.

Iremos, dentro da coleção citada acima, pesquisar e analisar de forma reflexiva os livros do 8º e 9º ano, os quais trazem e abordam o tema que desenvolveremos ao longo deste estudo que é Analise dos Blocos Econômicos tendo em vista produção de material voltado para sala de aula e dentro desta abordagem sintetizar o contexto histórico contido no livro didático do processo de Regionalização do Espaço Mundial em Blocos Econômicos.

Regionalização em Blocos Econômicos é uma dos principais assuntos da atualidade, fruto do sistema capitalista que vigora em praticamente todo mundo, e que se intensificou após o fim da Guerra Fria, onde o mundo encontrava-se dividido entre dois polos, de um lado o socialismo liderado pela então URSS (União Soviética) e do outro lado o bloco capitalista tendo com líder os Estados Unidos, porém sabemos que hoje temos uma Nova Ordem Mundial.

O que essa Nova Ordem Mundial tem a ver com a formação dos Blocos Econômicos? Será que é importante para os alunos do ensino fundamental II, compreenderem essa Geopolítica? Acreditamos que sim e traçaremos de forma significativa uma analogia quanto à Nova Ordem e a formação dos atuais acordos financeiros regionais e procuraremos mostrar a importância de tais ações em um mundo globalizado, com foco na analise do livro didático e tema desta pesquisa.

Diariamente vemos nos telejornais, notícias que norteiam os atuais blocos econômicos. Podemos definir esse termo como um processo de regionalização ou acordos entre países com interesses econômicos e comerciais em comum, e que esses acordos possuem graus de integração que serão colocados durante o desenvolvimento da pesquisa. Abaixo os principais blocos econômicos da atualidade de acordo com livro Projeto Araribá, 8º ano.

•          União Europeia, com 27 países-membros da UE em 2007 e os três candidatos: Iugoslávia, Croácia, e Turquia;

•          NAFTA (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) que conta com três nações EUA, Canadá e México;
•          O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) tendo como membros cinco países membros e cinco associados ao bloco em 2007;

•          SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Meridional);

•          ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático).

Iremos resumir o contexto histórico quanto ao sistema de integração comercial e econômica de acordo com o material de referência tendo em vista produção de material didático e angariar valor ao assunto para ser utilizado por professores em sala de aula, e para que sirva também como reflexão da prática de professor que se preocupa quanto às questões geográficas que fazem parte do panorama mundial e atual.

O livro didático continua sendo ainda um dos principais recursos usados nas redes de ensino, é através dele que se determinam os conteúdos que serão trabalhados durante o ano letivo. Uma análise mais detalhada faz com que possamos nos inteirar dos temas como os mesmos são colocados, já sabendo que o livro didático pode ser um ser um instrumento eficiente, mas cabe ao professor ter o papel de mediador no processo de ensino-aprendizagem.

Novas formas de se trabalhar e analisar conteúdos voltados para sala de aula, principalmente no ensino fundamental II que é nosso foco, faz parte de uma prática que deve ser constante pelo professor (a) visto que com a evolução da tecnologia e difusão do conhecimento por vários meios requer uma constante revisão dos seus conceitos e formas de ministrar aulas e de acompanhar a evolução de uma geração que não aceita ser simplesmente um reservatório de conteúdo, e sim que o docente busque levar a realidade, “a prática”, para sala de aula por meio de representações.

I.4. Objetivos
  • Analisar de forma crítica o conteúdo abordagem sobre os Blocos Econômicos na coleção de livros didáticos Projeto Araribá: geografia/organização Editora Moderna; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna; editor responsável Fernando Carlo Vedovate. 3.ed. São Paulo: Moderna, 2010. Coletânea formada por quatro livros, porém iremos nos focar nos livros de 8º e 9º ano, voltados para as séries finais do ensino fundamental II.

  • Analisar o contexto histórico do processo de formação dos Blocos Econômicos no panorama mundial na coletânea Projeto Araribá, livros 8º e 9° ano.


  • Buscar uma definição para o termo Bloco Econômica, nos livros que farão parte do projeto de pesquisados.

  • Verificar se o conteúdo Blocos Econômicos na coletânea, livros 8º e 9º ano está de acordo com o solicitado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's).


II. Desenvolvimento do Projeto

II.1. Metodologia
A metodologia utilizada neste estudo será a pesquisa bibliográfica com intuído de fundamentarmos todas as análises feitas neste trabalho de conclusão de curso tendo como escopo produção de material didático para as séries finais do ensino fundamental II, e como livros a serem analisados a coleção Araribá séries finais do ensino fundamental.

Essa pesquisa bibliográfica contará com a presença de citações de autores respeitados em relação ao tema que iremos analisar que é Blocos Econômicos, tanto em livros publicados quanto em artigos científicos, de forma que possam contribuir de forma significativa para uma visão crítica quanto a abordagem desse assunto nos livros de geografia do ensino fundamental II, os quais analisaremos.

Iremos utilizar também sites oficiais dos Blocos econômicos que serão verificados durante este trabalho de conclusão de curso, para dar maior suporte teórico e assim informações mais atuais quanto aos mesmos no que se refera a quantidade membros, PIB, mudanças ocorridas, em fim, novos dados estatísticos quanto ao assunto.

Estaremos ao longo desse estudo utilizando máscara para o trabalho de conclusão de curso fornecida pela própria Universidade Metropolitana de Santos, que conta com a devida estrutura para produção e desenvolvimento do TCC ao longo do 6º semestre, sendo a segunda etapa, tendo como orientadora a Professora Mestra Regina Helena Tunes, pesquisa essa que será realizada em grupo formado por cinco alunos os quais batizaram a equipe como Grupo 8 Milton Santos.

É interessante citar que além dos demais itens que farão parte da estrutura do estudo terão ao final do desenvolvimento de todo teor a produção de um breve resumo da pesquisa de forma que possa sintetizar todo nosso trabalho de forma clara e precisa.

Dentro dessa dinâmica estaremos tirando desse resumo às palavras chaves para o entendimento do trabalho, palavras que estarão sempre em foco no intuito de analise e produção de material didático para o ensino fundamental II.

Após termos a estruturação do TCC estaremos também organizando o sumário onde constarão as partes que compõem o todo com escopo de facilitar dessa forma a orientação de que venha a apreciar nosso trabalho de conclusão de curso.

Na introdução estaremos fazendo uma explanação sobre os livros didáticos a serem analisando de forma critica que são os livros do 8º e 9º ano, da coleção Araribá, livros didáticos para séries finais do ensino fundamental, e dentro do tema de Geopolítica onde faremos uma delimitação para análise sendo o nosso foco a abordagem sobre Blocos Econômicos nos livros didáticos da coleção citada acima para fins de produção de material didático para que possa ser utilizado em sala de aula por docentes.

Estaremos ainda fazendo considerações sobre o autor responsável pela organização do material que é Fernando Carlo Vedovate, Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Professor por 17 anos.

Assim colocaremos na introdução um breve relato sobre a importância do livro didático nos dias de hoje e a importância de tanto para o professor quanto para o aluno ao longo da vida escolar, e a necessidade do mesmo estar de acordo como os Parâmetros Curriculares Nacionais considerando a importância da educação para o progresso das pessoas e das sociedades, e os quais orientam a atividade exercida diariamente por professores no Brasil.

Esses Parâmetros Curriculares Nacionais foram construídos tendo em vista uma uniformidade dentro do processo educativo brasileiro, sendo assim referências nacionais que precisam ser constantemente revisados e que servem também como referencia para a produção dos livros didáticos, onde assim iremos verificar se a coleção Araribá aborda o tema da nossa pesquisa de acordo com o PCN de Geografia.

Ao final da introdução estaremos colocando ainda a relevância para os alunos das séries finais de ensino fundamental, mormente 8º e 9º ano terem em mente e de forma crítica a noção e entendimento do processo de regionalização do espaço em blocos econômicos, fazendo alguma alusão ao processo de globalização no qual também estamos inseridos.

Após introdução estaremos organizando nossa pesquisa acadêmica em capítulos seguindo uma ordem cronológica quanto ao assunto blocos econômicos na coleção a ser analisada, sendo nosso trabalho dividido em dois capítulos.

No primeiro capitulo trataremos de expor os aspectos iniciais quanto aos blocos econômicos na visão de autores presentes na nossa relação de referencial teórico para a pesquisa, estaremos também colocando uma definição para o termo bloco econômico com base nas referencias bibliográficas pesquisas por nós.
Falaremos um pouco sobre cada grupo econômico mundial fazendo nossas colocações com base em citações; criaremos um tópico para blocos da America do Sul, Central, e do Norte; Europa, África, Ásia e Oceania de forma a incluir o processo de formação de cada um e seu grau de importância do mundo, e quantidade países membros.

Trataremos, dentro deste contexto, de fazer breves colocações quanto a nova ordem mundial, ou seja, consequências do pós II guerra, organização do espaço mundial, um nova geopolítica que em conjunto como o processo de globalização deu origem aos processos de integrações entre nações tal como conhecemos hoje.

No segundo capitulo estaremos analisando o tema colocado pelo autor na página 12 “O mundo dividido: países capitalistas e socialistas”, no livro do 8º ano, com intuído de darmos fundamentação a pesquisa quanto ao inicio do processo de configuração do mundo em blocos econômicos e tecendo assim um breve contexto histórico desse processo de regionalização em blocos econômicos.

Dando continuidade, faremos uma breve alusão ao que o autor classifica como “Uma nova regionalização”, na página 28, assunto que consideramos também como base para os alunos das séries finais do ensino fundamental entender a nova configuração do mundo pós-guerra fria levando em consideração as características dos ditos países do norte e países do sul.

O tema blocos econômicos presente na página 50 o livro em analise, estaremos confrontando as características dos blocos econômicos feitas pelo autor com as colocações feitas por autores geógrafos que farão parte do nosso referencial teórico da pesquisa, e também sobre o mercado comum à União Europeia, onde acompanharemos de forma crítica a evolução desse bloco em termos de nível de integração regional.

Seguiremos nesse mesmo propósito quanto aos blocos econômicos americanos e associados presentes também nesta obra, vale lembrar que sites oficiais dessas instituições serão utilizados tendo em vista verificarmos o nível de atualização de dados presentes nesses sites e no livro didático, respeitando as considerações e objetivos contidos nos parâmetros curriculares nacionais para a disciplina de geografia.

Nesta discussão estaremos buscando ainda um posicionamento no livro didático de análise quanto ao Brasil no mundo globalizado tendo em foco a ligação desse processo de globalização com o processo de formação de blocos econômicos é de que forma nossa economia foi incluída neste panorama.

Outro ponto de analise será as grandes guerras e a guerra fria onde estares tecendo uma relação entres esses fatos e a importância e ligação deles com o processo de regionalização em blocos econômicos.

Abriremos espaço para fazermos um diálogo quanto aos principais blocos econômicos do mundo, buscando compreender a didática colocada pelo autor neste âmbito tendo em vista questionamento se estão ou foram colocados de forma adequada tendo em vista a analise do nível de compreensão do assunto pelos alunos.

Após introdução, primeiro capitulo e segundo capitulo, estaremos fazendo nossas considerações finais sobre o trabalho de forma que esteja coerente com o propósito da linha  pesquisa que produção de material didático para o ensino fundamental séries finais, sendo nosso tema análise crítica quanto ao processo de regionalização em blocos econômicos no mundo é atendendo os objetivos da pesquisa que são:

  • Analisar de forma crítica o conteúdo abordagem sobre os Blocos Econômicos na coleção de livros didáticos Projeto Araribá: geografia/organização Editora Moderna; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna; editor responsável Fernando Carlo Vedovate. 3.ed. São Paulo: Moderna, 2010. Coletânea formada por quatro livros, porém iremos nos focar nos livros de 8º e 9º ano, voltados para as séries finais do ensino fundamental II.

  • Analisar o contexto histórico do processo de formação dos Blocos Econômicos no panorama mundial na coletânea Projeto Araribá, livros 8º e 9° ano.

  • Buscar uma definição para o termo Bloco Econômica, nos livros que farão parte do projeto de pesquisados.

  • Verificar se o conteúdo Blocos Econômicos na coletânea, livros 8º e 9º ano está de acordo com o solicitado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's).



II.2. Referencial Teórico:
Nesta etapa do trabalho de conclusão de curso estaremos fazendo o levantamento do referencial teórico da pesquisa, onde iremos descrever a abordagem de três autores quanto à temática geopolítica em suas publicações e também a qualificação dos mesmos em termos de histórico de formação e profissional.

Inicialmente estaremos expondo as colocações de José Willian Vesentini, que é doutor e livre-docente em Geografia pela Universidade de São Paulo; professor e pesquisador no Departamento de Geografia da FFLCH-USP; especialista em Geografia Política/Geopolítica e ensino de geografia, temáticas nas quais têm várias publicações e orienta alunos de mestrado e doutorado. E ainda experiência de muitos anos em escolas de nível fundamental e médio, públicas e particulares.
Vesentini, em sua obra Geografia Geral e do Brasil, publicada em 2005, traz abordagens de grande valia quanto à temática geopolítica. Nesta obra é demonstrada a importância de se fazer o estudo das relações de poder entre os Estados nacionais, tendo em vista a compreensão do espaço mundial. O autor define o termo geopolítico como a forma pela qual os Estados nacionais fazem a sua política no plano colocado por ele como espacial ou geográfico.
“São elementos de fundamental importância na geopolítica o poderio militar de cada país, os planos e os estratagemas de cada Estado para manter ou reforçar o seu poder, tanto na escala internacional quanto dentro de suas sociedades. Essa estratégia, essa técnica de planejar e executar movimentos bélicos, movimentos ligados à força militar, possui também uma dimensão espacial ou territorial: é a geoestratégia.” (VESENTINI, 2005, p. 193).

Neste contexto ele faz alusão ao termo muito conhecido quando falamos em geopolítica mundial que é: grande potência. Esse termo não se refere apenas ao potencial econômico de determinado país, ou considerado rico, uma grande potência é um Estado poderoso que para Vesentini impõem, pelas relações diplomáticas ou pelo uso do poder militar, quanto achar preciso, com foco nos seus interesses econômicos, militares e políticos, seja em âmbito regional ou mundial.

Temos ainda uma fragmentação quanto aos níveis de influência dos Estados nacionais potência média que seria uma potência regional ou grande potência que seria potência mundial, sendo esses níveis frutos de um projeto de dominação com estratégias tanto no âmbito interno quanto externo. O autor cita que parte das grandes guerras registradas na história foi por disputas territoriais tendo com objetivo o crescimento de um Estado em expansão.

Descreve também que o gasto com um dos elementos para no processo de um país se tornar uma potência tem havido um mudança na concepção quanto aos investimentos nele que é o poderio militar, visto que consome grandes gastos e que de certa forma não melhora a qualidade de vida dos membros dessas nações onde o nível de gastos para fins militares são exorbitantes.
“A esse respeito foi exemplar o caso da União Soviética, que era uma superpotência militar. Para se manter como tal, acabou sacrificando a economia civil. Os maiores recursos iam para gastos militares, assim como os melhores cérebros do país trabalhavam para o exército. Isso custou para esta nação a própria posição como grande potência mundial, pois com o tempo foi se desenvolvendo bem menos que os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha ou a China.” (VESENTINI, 2005, p. 193).

Essa atitude custou à própria sobrevivência da então União Soviética, que veio a ruim em meados dos anos 80, visto que não estava conseguindo acompanhar a evolução e desenvolvimento de países com Japão, Estados Unidos,..., e tendo como reflexo disso uma baixa qualidade de vida dos seus habitantes comparada a dos países já citados na penúltima linha deste parágrafo.

Considerando o processo para se tornar uma grande potência o Japão demonstrou que não é preciso ser gigante em termos de território, não é necessário ter grande exército ou mesmo armas químicas. O diferencial do Japão foi de priorizar a educação, pesquisas, e assim a qualificação dos seus trabalhadores e com métodos modernos de produção e controle de qualidade.

Um novo tipo de guerra é descrita por Vesentini para o século XXI, trata – se disputas econômicas entre blocos econômicos ou entre potências regionais ou mundiais, tendo em vista o crescimento e expansão dos seus negócios ou mesmo obtenção de matéria prima para produção e novas tecnologias.

“Com a atual revolução técnico – científica, os recursos naturais, inclusive o tamanho do território, passam a ter um menor peso que no passado, embora ainda sejam importantes. Isso que dizer que hoje, para os países desenvolvidos, a disputa por mercados ou por novas tecnologias é muito mais importante que a disputa por territórios.”(VESENTINI, 2005, p. 194).

Temos exemplos de disputas com poderio militar excessivo, que por fim não se logrou bons resultados para manter - se como potência, como guerra do Vietnã onde os Estados Unidos da America tiveram que se retirar em 1974, sem atingir seus objetivos que eram impor o sistema capitalista ao país acontecendo o mesmo com a União Soviética na guerra do Afeganistão em 1989. Com isso percebemos que nem sempre é possível atingir determinados fins por meio bélico.

“Mesmo com um maior peso da economia e da tecnologia, é claro que uma grande potência mundial também deve ter boa capacidade de defesa. Sempre há o risco de invasões por outros Estados, que, às vezes, tentam resolver sua crise por meio da guerra nesse caso, a guerra é vista como uma forma de unir o povo, inclusive as oposições, contra o inimigo comum).”(VESENTINI, 2005, p. 1995).

O poderio militar de um país também é usado para defender seus interesses no exterior principalmente tratando – se de investimentos, petróleo, matérias primas, mercados, ou mesmo relação com outros países que são essenciais para a manutenção e sobrevivência de uma grande potência no cenário internacional. Podemos citar com base nisso o posicionamento dos Estados Unidos em relação aos conflitos internacionais ou mesmo sua intervenção.

Finalizando o item poderio militar fica claro que uma grande potência não precisa colocar em primeiro lugar gastos com exército, e muito menos esforços para grandes investimentos em armamento nuclear. Visto que há outras formas de ameaça como descrito pelo autor os grupos terroristas e as máfia internacionais, exigindo dessa forma outro tipo de defesa.

Temos ainda dentro da temática de geopolítica mundial as relações de força no mundo pós – guerra fria, conflito esse que foi caracterizado pela disputa ideológica, econômica, política, militar e bipolar entre o bloco capitalista liderado pelos Estados Unidos e o bloco socialista liderado pela União Soviética, tendo chegado seu fim em 1989, com o fim da União Soviética e assim tendo como consequência a abertura da maioria das economias dos países que faziam parte desse bloco.
Com essa nova configuração os Estados Unidos têm tomado algumas atitudes ou decisões de forma unilateral vindo assim a corroer de certa forma a sua imagem no espaço global prejudicando assim sua diplomacia junto a outros países principalmente junto aos não aliados.

“... nem mesmo uma superpotência militar sem adversários à altura pode agir sozinha sem levar em conta os interesses de uma boa parte do mundo; quando ela tenta fazer isso, o resultado é um perigoso aumento da instabilidade com a multiplicação de atos terroristas, de ruidosos protestos em inúmeros países (até mesmo nos Estados Unidos),etc.”(VESENTINI, 2005, p. 197).

O termo unimultipolar é utilizado por Vesentini para definir que a pesar dos Estados Unidos serem a única superpotência no momento com grande poderio político e militar, coloca que do ponto de vista econômico, tecnológico e cultural existem vários centros mundiais de poder como Japão, França, Reino Unido, Alemanha e Itália.

Neste sentido temos em ênfase o poderio econômico – militar e a nova ordem mundial, aspectos que retratam justamente o mundo pós - guerra fria e sua reestruturação geopolítica mundial surgindo dessa forma outras potencias em termos econômicos e políticos além da superpotência que Estados Unidos, sendo seu poderio militar alimentado e dependente da economia.

Como um exército é importante tendo em vista a proteção de uma nação contra outras VESENTINE, 2005, p. 200, expõem que o Japão e Alemanha já deveria ter sua força militar ampliada por serem grandes potencias em termos econômicos no panorama mundial. Coloca também uma união em termos militares entre tropas da Alemanha, do Reino Unido, da França, e da Itália sendo assim uma unificação de poderio militar entres esses Estados europeus.

Na nova ordem mundial a China vem se destacando pelo seu crescimento econômico ao longo do século XXI, e com isso se modernizando militarmente e sendo o autor, possui bombas atômico sendo este Estado um dos com possibilidades de ser tornar um grande potencia e assim com poderio e influência para competir com os Estados Unidos no decorre deste século.

Neste panorama surgi também o denominado “armas inteligentes”, com possibilidade de programação através de satélites e GPS, sendo usadas com mais precisam contra alvos. Essas novas armas tem a vantagem de se tentar atingir de forma precisa o alvo determinado evitando dessa forma a morte de inocentes ou mesmo destruição total de pontos militarmente não estratégicos como aconteceu em Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.

“Pela primeira vez na história, a televisão transmitiu ao vivo as imagens de mísseis e bombas guiados a laser, procurando e atingindo o seu alvo com impressionante precisão.” (Vesetini, 2005, p. 201).

As novas técnicas de guerra valorizam a tecnologia e não mais a força bruta com utilização de frentes de batalha com soldados, o cenário de guerras atuais é marcado pelo intenso uso da informática e da presença da mulher na Marinha, Aeronáutica e Exército.

“Hoje, por trás de um piloto de avião moderno existe um treinamento de vários anos com o custo de milhões de dólares. E o piloto nunca é executante isolado na cabina. É parte de um complexo sistema apoiado por operadores de radar, por peritos em guerra eletrônica em terra e no ar, por oficiais do planejamento e do serviço de inteligência, por analistas de dados e pelo pessoal de telecomunicações.” (Vesentini, 2005, p. 201).

A guerra cibernética também faz parte deste contexto de globalização é geopolítica, sendo a internet usada para acesso e controle de redes, incluindo vários recursos para operacionalização de aviões e computadores tanto para fins comerciais quanto para guerras, sendo também instrumento de espionagem em relação a outros países, como aconteceu recentemente com Brasil.

“O ciberespaço ou espaço virtual (da internet ou de intranets, ou seja, de redes de computadores que usam recursos de multimídia, com imagens, sons e escrita) tornou – se fundamental na guerra em virtude da enorme importância militar dos computadores e de suas redes para a circulação de informações ou ordens, para ligar aviões aos navios ou bases locais no país de origem, etc.”(Vesentini, 2005, p. 201).

Com a nova ordem mundial e o fim da bipolaridade entre bloco capitalista x bloco comunista as guerra não chegaram ao fim, sugiram novos focos principalmente no Oriente Médio e África onde ocorrem disputas territoriais, por questões políticas envolvendo principalmente Estados totalitários. Há uma insatisfação desses povos quanto ao posicionamento dos Estados Unidos visto que este países tem usado seu poderio militar de superpotência para seus benefícios próprios e de aliados.

É de grande relevância as colocações do autor quanto ao novo cenário que envolve as bombas atômicos sendo que hoje há um certo controle sobre elas mesma havendo ainda países com arsenal ainda não declarado junto ao Clube Atômico e um esforço global no sentido da diminuição das mesmas tendo em vista evitar catástrofes  internacionais envolvendo bombas nucleares.

Vesentini em seu texto “O que é geopolítica e geografia política?”, afirma que o termo geopolítica é algo que diz respeito ás disputas de poder no espaço mundial, neste sentido chamamos atenção para as disputas em termos econômicos partindo para um processo de regionalização ou dominação do espaço a partir da formação de blocos econômicos.

Com o processo de globalização e a formação dos blocos econômicos Vesentini vê de certa forma o enfraquecimento do Estado - Nação visto que no atual cenário internacional os países já não conseguem tomar certas decisões sozinhas, estão ligados a outros e dividem seu poderio com algumas organizações.


“Ele ainda é importantíssimo e provavelmente vai continuar a ser durante todo século XXI, mas já divide uma boa parte do seu poder com outras organizações que se multiplicam: o mercado global, o sistema financeiro internacional, os blocos ou mercados regionais, as organizações internacionais e as organizações não governamentais (ONGs), entre outras.” ( Vesentini, 2005, p. 206).

Nesta obra de José William Vesentini temos informações quanto a formação dos mercados regionais, assunto esse de extrema importância para pesquisa que iremos desenvolver tendo como tema o processo de regionalização em blocos econômicos, e levar essas consideração para analise para nossa análise em relação à coleção de livros didáticos que nos propusermos a verificar seu conteúdo no que tange ao assunto blocos econômicos, ou megablocos.

Esse processo é visto como uma etapa da globalização no qual fica muito clara a interdependência entre países e povos, um constante crescimento e ampliação do comercio mundial sendo uma grande integração em termos de mercando visto que as comercializações não ficam restritas somente ao bloco e possibilidade negociação e outros tornando – se mega bloco global.

Dentro do contexto da análise crítica dos livros didáticos voltados para as séries finais do ensino fundamental temos os seguintes blocos econômicos como os mais importantes e presentes no panorama econômico mundial e que também fazem parte no processo de globalização que tem como ramificação a multilateralização das relações de comércio em âmbito maior com sua expressão na Organização Mundial do Comércio.

A União Européia é o bloco econômico que encontra – se com estágio ou nível de integração mais elevado, a denominada União Econômica Monetária sendo a etapa mais avançada até o momento alcançada.



“Nascida na década de 1950 como Mercado Comum Europeu (MCE) e também conhecida como Comunidade Econômica Européia (CEE), a União Européia (UE) foi pioneira. O seu sucesso forneceu o exemplo a ser seguido pelo restante do mundo. O MCE passou a ser chamado de União Européia em 1993, depoisde o Tratado de Maastricht foi aprovado pelos países membros. Foi graças ao seu avanço bem-sucedido que os demais países procuraram criar outros mercados regionais, outros exemplos de integração econômica regional ou continental.” (Vesentini, 2005, p. 211).

Na América do Norte temos a presença do Nafta, acordo econômico entre Estados Unido, Canadá e México, para fins que consistem na eliminação das barreiras tarifárias e não – tarifárias que incidem entre os países membros sendo estas características do nível de integração que podemos classificar como zona de livre comércio.

“Outro exemplo de progressiva integração econômica ocorre na América do Norte, entre Estados Unidos, Canadá e México. Trata – se do Acordo de Livre – Comercio da América do Norte (Nafta), assinado por esses três países em 1993. Em conjunto, eles somam cerca de 400 milhões de habitantes, que geralmente são consumidores de elevado poder de compra (com exceção de grande parte da população mexicana).” (Vesentini, 2005, p. 212).

Temos na Apec – Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, um fator relevante e moderno no processo de integração visto que os países membros fazem parte não apenas de um continente, as fronteiras territoriais não foram consideradas.

“(...). Trata – se da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico ( Apec). São quinze os membros fundadores da Apec: Japão, Estados Unidos, China, Canadá, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Brunei, Malásia, Indonésia, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia e Coréia do Sul. Também integram esse bloco México, Chile, Papua – Nova Guiné, Vietnã, Rússia e Peru.”( Vesentini, 2005, p. 213).

No contexto de um mundo globalizado e o crescente processo de integração mundial em blocos econômicos, temos o Brasil com um dos fundadores do chamado Mercado Comum do Sul ( Mercosul).

“Também na América do Sul constituiu – se o Mercado Comum do sul ( Mercosul), formado em 1991 por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela também participam, mas na condição de membros associados (e não membros plenos).”(Vesentini, 2005, p. 214).

Mesmo sendo o continente mais pobre do planeta temos a presença da regionalização do espaço em blocos econômicos também presente da África, e que assim nos permite dizer que realmente trata-se de uma ação ou processo que busca conectar todo o mundo, um economia mundial/global, porém não podemos fechar nossos olhos para a compreensão de que a união se faz em virtude de certo grau de afinidade quanto a alguns princípios ou objetivos políticos e econômicos.

“Até mesmo na África formou – se um bloco comercial, a Comunidade Econômica Africana (CEA), instituída em 1991 e relançada em 1997, que procura criar um espaço econômico unificado no continente.”(Vesentini, 2005, p. 214).

Neste segundo momento do referencial teórico da pesquisa estaremos trabalhando com a obra do autor Roberto Filizola. Ele é de Porto Alegre/RS, formou-se em Geografia pela Universidade Federal do Paraná e também é mestre pela Universidade de São Paulo. É autor de obras didáticas voltadas para o ensino e metodologia da Geografia.

Inicialmente no contexto da geopolítica o autor descreve que a forma as formas de regionalização do espaço mundial mudou, para ele essa processo deixou de levar em consideração as características físicas do espaço dando lugar para características políticas e econômicas nas abordagens dos livros didáticos de geografia.
“Além da desintegração do bloco socialista, outros dois aspectos justificam a inviabilidade dessa regionalização. Primeiro, que uma verdadeira corrente migratória, proveniente das antigas colônias aflui para os países ditos desenvolvidos desde os anos 1960. Com isso, grandes centros metropolitanos, como Nova York, Londres, Paris, Los Angeles, Tóquio, entre outros, abrigam milhares de famílias de imigrantes, muitos dos quais ilegais, imprimindo novas marcas nas paisagens do ‘Primeiro Mundo. Ou seja, aquilo que se convencionou chamar de Terceiro Mundo já não está mais restrito às áreas originais, tendo se projetado para o planeta.” (Filizola, 2005, p. 187).

Os países de primeiro mundo têm investido massiçamente em tecnologias e ponta e controle da informação, fatores que o autor considera como fundamentais em termos de poder no cenário internacional, porém nem todos os países conseguem ter esses dois pontos, controle da informação e tecnologia de qualidade a ponto de competir com países mais industrializados que investem muito na qualificação de seus cidadãos, continuam na produção de bens que não exigem tanta tecnologia.

Para Filizola o processo de regionalização se apoia na forte ligação entre as fronteiras de países membros e que se fortalecem dentro do processo de globalização surgindo assim novos atores, ou seja, potências regionais, e as relações econômicas, políticas e comercias ganham uma escala de nível global.

O processo de globalização na obra de autor é visto como algo contínuo e fruto de um mudo moderno, trazendo uma colocação diferenciada quanto a esse conceito em relação outros autores que abordam essa temática em livros e artigos.

“Como bem sabemos, a globalização é um processo contemporâneo, melhor dizendo, é próprio do século XX e do atual. Não se trata, portanto, da algo iniciado nos primórdios da humanidade ou das Grandes Navegações; tampouco que esteja concluído. Por outro lado, é inegável que se trata da plena internacionalização do mundo capitalista. Sendo assim, trata – se de um conjunto de situações que possibilitaram a formação de um mercado global e de uma economia de fato globalizada (ou mundializada).”(Filizola, 2005, p. 190).

Na geopolítica mundial surgem atores de grande relevância no cenário global capazes de influenciar a tomada de decisões em relação a questões políticas, econômicas, humanitárias,..., decisões essas que só cabia aos Estados ou grupos de Estados Nacionais.

“Isso significa dizer, portanto, que novos atores internacionais, ou melhor, globais, se fazem presentes. Trata – se não apenas das empresas transnacionais e de instituições oficiais igualmente transnacionais (ONU, FMI, Banco Mundial, etc...). Estamos nos referindo às igrejas, às ONGs, ao terror, entre outros.” (Filizola, 2005, p. 190).

Os blocos econômicos surgem na geopolítica em virtude de acordo entre países em vista proteção de mercado tendo como lideres os países com maior poderio militar, na maioria dos casos, porém sabemos que para a formação deles tem de haver um certo nível de igualdade ou de interesses entre os países membros, igualdade que pode ser de caráter político, econômico ou social.

Filizola cita em sua obra o geógrafo Rogério Haesbaert, que faz uma abordagem do classificado por ele de blocos internacionais de poder, uma nova possibilidade de regionalizar o mundo, com três grandes blocos: Bloco Americano, coupando toda America, Bloco Europeu que inclui a África, e Bloco Oriental ou Sino – Japonês que inclui Oceania.

Nos escritos do autor também encontramos posicionamento quanto aos blocos econômicos existentes hoje tal com observamos nos meios de comunicação do dia – a – dia, a começar pelo bloco europeu.

“O bloco europeu é, sem dúvida, o que se encontra melhor estruturado. Afinal, a constituição de um mercado comum remonta a 1952, ano em que, a Ceca (Comunidade europeia do carvão e do aço) tornou – uma realidade, integrando a Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha Ocidental França e Itália. Essa comunidade significou o inicio da integração europeia na medida em que buscava definir uma política de eliminação de barreiras alfandegárias e certas restrições ao desenvolvimento das atividades ligadas à siderurgia. De lá para cá o processo de integração só fez se intensificar. Melhor dizendo, o processo encontra – se plenamente consolidado em torno da chamada União Européia que, em 2004 passava a contar com 25 países membros e continuava aberta a novas adesões.”(Filizola, 2005, p. 191).

O autor não deixa claro um posicionamento quanto ao processo de regionalização econômica na Ásia de forma genérica, pois não especifica os blocos existentes ou que fazem parte do continente.

“O bloco asiático é bastante dinâmico e ao mesmo tempo cercado de muitas incertezas em razão das rugas deixadas pelo Japão durante o período em colonizou vastas áreas da região do Pacífico, na primeira metade do século XX. “( Filizola, 2005, p. 192).

A divisão do mundo entre países do Norte e países do Sul também é colocada pelo autor como uma nova forma de caracterização do espaço global em termos políticos e econômicos que não retrata a realidade de forma precisa visto que definir o que é desenvolvido não é fácil.

“Na atualidade, tornou – se comum a utilização do termo Norte para designar o conjunto de países do Primeiro Mundo, isto é, os países desenvolvidos. Contudo, algumas incertezas persistem, já que definir o que é um país desenvolvido é tarefa relativamente complexa. Com isso, alinha demarcatória Norte-Sul não pode ser tomada como algo preciso, ou seja, há uma generalização no seu traçado.”(Filizola, 2005, p. 204).
No nosso referencial teórico temos como terceiro autor José Pedro Teixeira Fernandes, Licenciatura em Direito pela Universidade Católica do Porto (1988). Mestrado em Estudos Europeus pela Universidade do Minho (1993). Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade do Minho (2001). Professor-coordenador do ISCET – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, Professor Auxiliar do ISLA – Instituto Superior de Línguas e Administração.

Em seu artigo “Da Geopolítica clássica a Geopolítica pós-moderna: entre a ruptura e a continuidade,” Fernandes, faz um traçado historio sobre a Geopolítica mundial, principalmente tendo do como cenário o continente europeu, questionando também quanto ao seu poder de influência no que tange as relações internacionais e faz uma analise critica do que ele classifica de Geopolítica pós-moderna é a origem deste termo.

“Um primeiro aspecto relevante na análise da Geopolítica clássica é o da origem da própria palavra «Geopolítica». Embora haja divergências quanto ao momento exacto em que esta foi utilizada pela primeira vez, é consensual, no âmbito dos estudos académicos desta disciplina, que o neologismo foi originalmente cunhado, no crepúsculo do século XIX, pelo sueco Rudolf Johan Kjellén, professor das Universidades de Gotemburgo e Uppsala.” (Fernandes, 2002, p. 2).

O autor descreve o momento da separação teórica entre geografia política e geopolítica, sendo geopolítico um entendimento o poderio antes militar e agora econômico-tecnológico, cutural e social em um escala global, já geografia política, trata – se de uma visão ou domínio do Estado em relação a organização do espaço.

“É ainda importante notar que os trabalhos de Haushofer surgiram no contexto deum grande debate que, nos anos 1924-1925, estalou entre a comunidade de geógrafos alemães e que opôs os defensores da Geografia Política clássica, na linha de Ratzel, aos defensores de uma nova Geopolítica. Karl Haushofer foi um dos principais protagonistas desse debate. Num artigo que ficou famoso nos anais desta polémica, precisamente intitulado Politische Erdkunde und Geopolitik («Geografia Política e Geopolítica», 1925), começou por sustentar a necessidade de difundir o conhecimento geopolítico, como saber estratégico, entre a elite dirigente alemã (políticos, diplomatas e militares) e a população em geral. E, para isso, era necessário romper com a tradição geográfica anterior, pois, a disciplina tinha-se constituído de uma maneira errada, sobre o dualismo Geografia Física/Geografia Humana, sendo o trabalho de Ratzel, embora indiscutívelmente importante, já ultrapassado. Então, traçou uma distinção entre a Geografia Política, que estuda a distribuição do poder estatal à superfície dos continentes e as condições (solo, configuração, clima e recursos) nas quais este se exerce, e a Geopolítica que tem por objecto a actividade política num espaço natural.” (Korinman, 1990: p. 155 apud Fernandes, 2002, p. 5).

Fernandes trás posicionamentos em relação a geopolítica com algo ideológico e criado para justificar ações de Estados em relação aos demais como por exemplo as grandes guerras mundiais.

“Por sua vez, com os desenvolvimentos da II Guerra Mundial e a crescente atenção prestada pelos media à Geopolítica aumentou a notoriedade de Bowman. No discurso público norte-americano era referido correntemente como «o nosso» geopolítico; e, simultaneamente, gerou-se nos media uma tendência espontânea de o qualificar como o «Haushofer americano» o que, por razões patrióticas e académicas compreensíveis, irritou o geógrafo. E, por reacção a esta «ligação perigosa», Isaiah Bowman publicou um influente artigo na Geograghical Revue, em Outubro de 1942, intitulado Geography versus Geopolitics, onde afirmava que «a Geopolítica representa uma visão distorcida das relações históricas, políticas e geográficas do mundo e das suas partes... os seus argumentos tal como são desenvolvidos na Alemanha servem apenas para sustentar o caso da agressão alemã.” (Isaiah Bowman citado por Ó Tuathail, 1996: 154, apud Fernandes, 2002, p. 10).

Segundo Fernandes o termo Geopolítica ficou por quase três décadas banido em virtude de discussões teóricas quanto ao assunto.

“... o uso da palavra Geopolítica foi praticamente banido durante três décadas, encerrando-se, assim, aquilo que parafraseando um conhecido título de Alvin Toffler, podemos designar como a «primeira vaga» da Geopolítica.” (Fernandes, 2002, p. 12).
Para ele essa palavra volta a ser usa com força durante os anos 70, com surgimento de guerras por questões ideológicas diferente do cenário da segunda guerra mundial, levando – se em consideração a um espaço global bipolar entre Capitalismo X Socialismo, estando dessa forma a palavra Geopolítica na moda, e coloca em foco a importância do professor Yves Lacoste com sua obra ‘La Géographie ça sert d´abord à faire la guerre’, fazendo um ruptura quanto ao conceitos até ali existentes.

III. Referências Bibliográficas:
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______________________. Nova Ordem, imperialismo e geopolítica global. Campinas-SP: Parirus. 2003.














CRONOGRAMA DO TCC 1
ATIVIDADES PREVISTAS
2013
jul
ago
set
out
nov
dez
Formação do grupo
Elaboração do pré- projeto (tema e problema)
Reelaboração do pré-projeto de acordo com as considerações do professor
Delimitação do problema e Justificativa
Definição dos objetivos e metodologias
Definição de referencial teórico, cronograma e referencial bibliográfico
Revisão e reelaboração do projeto final
Recarregar as baterias para escrever a monografia no próximo semestre

CRONOGRAMA DO TCC 2
ATIVIDADES PREVISTAS
2014
jan
fev
mar
abr
mai
jun
Leituras sobre o tema para desenvolver a monografia.
Rever o projeto TCC 1 e entregar ao orientador para análise inicial.
Reescrevendo do pré-projeto de acordo com as considerações do orientador.
Elaborando as primeiras etapas da monografia, como esboço do sumário, introdução e primeiro capítulo.
Reescrevendo as primeiras etapas da monografia de acordo com as considerações do orientador.
Elaborando a segunda etapa da monografia, com segundo capítulo, considerações finais e referências bibliográficas.
Reescrevendo a segunda etapa da monografia com as considerações do orientador.
Entrega da versão final da monografia para avaliação do orientador.
Revendo a versão final segundo as considerações do orientador.
Entrega da versão final da monografia para última avaliação.
Apresentação oral da monografia no pólo.